28 agosto 2008

Sozinha...]

[?]

Arranque de mim eu mesma...estou
em agonia...agonia....agonia...agonia...

Minha alma hoje dói

Agonia..minha alma em
agonia...agonia...agonia..agonia..

Eu sou

Um amontoado de situações e informações
oscilando entre dois pólos
Uma amálgama imperfeita
entre o conteúdo e a frivolidade
A mistura
do social e a solidão,
das luzes
e da escuridão

Agonia..minha alma em
agonia...agonia...agonia..agonia..

Um beco onde a minha entrada
é a tua saída um desajuste entre
o burlesco e a doçura
que perdura na candura

Controversa na loucura que
assiste todas as negações
e anarquias mentais

Não te fascines

Eu Sou apenas e só

Um clichê

Agonia..minha alma em
agonia...agonia...agonia..agonia..

Pinta o meu mundo das cores
que te seduzem, apenas porque
meus desejos não me pertencem
Pinta-me em branco
Sonha-me em azul

"Não sei porque"

acho que em ti centraria
aquilo que sinto

Agonia..minha alma em
agonia...agonia...agonia..agonia..

verbalizando o que penso

O que é suposto eu fazer para te ter,
num espaço indefinido
Finito e colorido de prazeres

[?]

Agonia..minha alma em
agonia...agonia...agonia..agonia..

Dizer-te quem sou é tão banal
e desnecessário me conheces
mais que eu mesma

Eu sou um conjunto de condições e conjecturas,
pulando entre um capricho e outro

Agonia..minha alma em
agonia...agonia...agonia..agonia..

a divisão entre o ascetismo e o
prazer uma mescla informe entre
dúvidas e confianças bailarina
dançando incessantemente ao
som do murmúrio dos ventos

Arranque de mim eu mesma...estou em
agonia...agonia....agonia...agonia...

um corpo dividido entre a sanidade e insanidade

Agonia..minha alma em
agonia...agonia...agonia..agonia..

um projeto estudado, na paciência esperado
um sonho sonhado que tudo faz para não acordar

Não te fascines
Eu Sou apenas e só
Mais um cliché


"Na angústia, o homem experimenta
a finitude da sua existência humana.
Todas as coisas supérfluas em que
estava mergulhado se afastam
deixando-o a nú

[Sartre]


"Alma feita somente de granito,
Condenada a sofrer cruel tortura
Pela rua sombria d'amargura
- Ei-lo que passa
- réprobo maldito.
Olhar ao chão cravado e sempre fito,
Parece contemplar a sepultura
Das suas ilusões que a desventura
Desfez em pó no hórrido delito.
E, à cruz da expiação subindo mudo,
A vida a lhe fugir já sente prestes
Quando ao golpe do algoz, calou-se tudo.
O mundo é um sepulcro de tristeza.
Ali, por entre matas de ciprestes,
Folga a justiça e geme a natureza"

Poemas Esquecidos

[Augusto dos Anjos]



Arranque de mim eu mesma...estou em
agonia...agonia....agonia...agonia...




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3 comentários:

jessicadeverdade disse...

Ai menina que agonia...
Nem sei o que dizer...muito bom aqui, vou sempre passar...té mais.

»»Luh Díaz«« disse...

Boa noite!!!
Nossa... que senso poético maravilhoso!!! Apesar do conflito, gostei muito!!!

Abraços...

instantes e momentos disse...

agradecendo tua visita, e me deliciando com esse belo poema.
Tenha um ótimo final de semana.
maurizio