10 setembro 2008

Pesadelo [ss]



A maior demência de quem se atreve
a parir sonhos é tornar-se

de[mente]

De Realidade vazias
De poemas saturados
De felicidade onírica

É pensar que está pontuando

(respirando)

Mas estar sendo pontuada..
As horas ferem..
a morte é lenta......

Hoje não há janelas na minha escrita
Trancafiarei todas as borboletas
em um casulo de ferro
Esconderei todas as cores do arco íris
Fecharei-me em um quarto
escuro cheio de fissuras

Hoje não vai ter lua... nem estrelas
A noite mais parece [Um Aborto]

E se não há lua não há virgulas
E se não há estrelas
não há exclamação
E tão pouco há interrogação..

Existem apenas tolas reticências
e uns tolos pontos finais
Rolando em direção a
uma *quase enfermidade
que se chama tela ou papel..

A partir deste instante fecho-me inteira
Não abro
Não fecundo
Nem mais um parágrafo

Vou sufocar
Morrer engasgada com as palavras
Que nao consigo parir

1 2 3

hipoxia ao eXtremo

1 2 3

Ficarei assim até que a tristeza
passe e não contamine

Até que a dor que se instala se dissipe
Ficarei cega
Só pra não ver nenhum sol se pôr
só pra não ver as Borboletas
Farei tudo isso neste momento
Usando somente o meu luto
Esvaziarei-me por completo

De[mente]

...ABORTO

E a poesia que era

[VIDA]

sucumbida Deixou de existir.



---[Nitimur in vetitum -------Amor Fati]



Os sótãos desta cidade ocultam segredos
Existenciai(ss)


....................

Um comentário:

FLOR disse...

Olá boa tarde! Achei seu blog atravéz do blog VOU NESSA, e por isso vim aqui dar uma olhadinha, me amarrei em seu blog, te linkei tá bom? Visite-me tbm


Beijos


Flor