26 novembro 2008

HOJE NÃO...

Amontoam-se palavras soltas no espaço infinito das folhas do meu caderno, pairo na dormência da inspiração. Lanço ao ar os dados deste jogo que me impus e espero que as suas pintas me ditem devaneios ao ouvido.Contemplo a Lua estranhamente calada e no brilho das estrelas que riscam o céu procuro uma centelha de imaginação. Vasculho na nostalgia da noite escura uma ideia mais audaz, que me permita soltar os desejos e entregar à caneta, os momentos que fervilham no quarto escondido das minhas loucuras.Atraso o relógio, acrescento dias que não existem ao calendário das minhas fantasias, e sento-me, na indecisão de permitir que o tempo escreva a minha história, com as memórias que ainda não vivi.Sem a bússola que me orienta o discernimento, enleiam-se o passado, o presente e o futuro, entrelaçam-se nas minhas mãos perdidas e sem norte, os dedos paralisam na apatia deste momento devoluto de sonhos.Sinto-me ausente de mim...hoje não escrevo...pra vc.


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4 comentários:

Olavo disse...

Humm..humm...lindo poema..mas triste..
espero que esteja bem..
beijão minha querida

Vanessa. disse...

Belíssimas palavras, mas recheadas de tristeza e solidão!!

Flôr de Azeviche disse...

Perfeito, mas muito triste mesmo. Ainda mais eu que estou num momento que choro com qualquer coisa... Enfim...

Beijoos

Karolina disse...

é como disseram, é triste.

mas pra mim, da tristeza é q saem os mais belos versos.


= = = = = = = KAROLINA = = = = = =