17 agosto 2008

Debaixo da Pele...


...Somos apenas MedO
Tenho medo De me abrir aos outros!

Por isso Fecho-me em mim mesma.

Pelo medo de existir.

O medo nos faz companhia
Eu tenho Medo!
Medo De Mim.
Medo Do Que Sinto!

Tenho medo que a minha alma diminua.
Que vá encolhendo
e encolhendo
e encolhendo.

Tenho medo que,
assim, desapareça.

E perguntoO que será de mim,
sem alma. (...)

Há camadas de alma que
vou perdendo, isso sinto.

Devagarinho,
suavemente.(...)
Evaporando-se.
Transformou-se noutra coisa.

Era susbstência,
agora é...
não sei

[?]

Vapor.
Ou fantasma.

Talvez isso
Aos poucos a minha alma morre

Transforma-se em espírito de alma
Fantasma de alma.

Sinto isso
E perturbo-me.

Custa-me ser assim habitada por fantasmas.

Custa-me estar assim a evaporar, aos poucos.

[Gastar Palavras]


..............

Um comentário:

Layla Lauar disse...

um lindo poema...mas alma nunca encolhe, sei que não serve de consolo, mas o sofrimento só engrandece a alma...

todos os seus poemas são belos, porém tristes, desejo que seja só uma tristeza poética e que você jamais pule da janela, se não tem asas para te sutentar no ar...

beijos, que sejam felizes os sseus dias.