19 setembro 2008

A Morte..

Palavras aveludadas e doces.
Gostaria de viver aqui,
Se assim sincera a morte fosse
Ao esgarçar meu pescoço com a foice.

A morte que na qual brinco com o passar dos anos
Me persegue, me chama, me coloca em seus planos.
Fugindo, rindo e blasfemando
Cada dia que passa, mais eu vou gostando.

Minha morte seria meu descanso eterno
Pois não creio no Paraíso e nem no inferno
Se um Deus existe e Quer me matar
Que seja feita vossa vontade, lá tomo seu lugar.

Caminhando nas sombras do destino,
Longe ouço bastardos na igreja com seus hinos
Prosternando e se rebaixando em um altar,
Sendo que por suas vidas deveriam lutar.

Pois então que a morte leve essas almas
E então veremos se elas serão salvas.
Eu sou meu próprio Deus e assim...
...continuarei minha jornada até o fim.


[Mr. of Darkness]
.....................

2 comentários:

R. Souza Soares disse...

Sandrinha!

Que saudade que eu tava de tu! *--*

Eu sou a flogão/gloominess
Poi é... Voltei com o blog rsrsr

O que acoonteceu com o seu flogão?
Te procurei por lá mas não te encontrei...

Bjão Flor!

Inominável Ser disse...

Infinitos desejos de morte... Cálidas mortes infinitas... Os versos dançam na Foice e a Foice dança nos versos, a Deusa Morte se faz uma Senhora Elevadíssima...

Excelente poema, garota manhosa.